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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cairo - Egito





Vista noturna da cidade





 Visto e vacina

Ao viajar para o Egito é obrigatório a obtenção de visto e certificado Internacional de vacinação contra febre amarela, informações sobre as formas de solicitação de visto e documentos necessários, podem ser obtidos no site da Embaixada da República Árabe do Egito no Brasil: http://www.opengate.com.br/embegito
Fizemos nossa solicitação e retirada do visto no Consulado do Egito no Rio de Janeiro - R. Muniz Barreto, 741 - Botafogo, Rio de Janeiro.

Como iríamos de Dubai para o Cairo e do Cairo para Istambul, deveríamos ter solicitado o visto com múltiplas entradas no país, mas não fizemos.


Por isso, ao retornarmos de Istambul para o Cairo, tivemos que passar pelo processo de solicitação de visto no desembarque, ao custo de $15 dólares.


A vacinação contra febre amarela pode ser feita em qualquer posto de saúde gratuitamente, utilizando a carteira de identidade. Lembrando que precisa ser tomada com antecedência mínima de 10 dias à viagem. 
Para quem já tomou a vacina (no prazo de até 10 anos) pode obter o Certificado Internacional de Vacinação em um dos centros de atendimento espalhados pelo Brasil: Centro de Orientação do viajante.

Desembarque

Desembarcamos no aeroporto Internacional do Cairo - Terminal 1, em meados de maio de 2013, vindos de Dubai no voo EK-927 da Fly Emirates (veja também: voando Emirates ), em uma época nada propícia para o turismo. Compramos nossas passagens com 6 meses de antecedência e já sabíamos que a situação política do país, com o novo presidente eleito em 2012 após 3 décadas da "ditadura" de Mubarak, desencadeava manifestações cada vez mais frequentes. 


No desembarque, dentro do aeroporto ainda, toda a vontade e espera para conhecer uma das regiões mais antigas da civilização, começava a nos desanimar ao nos mostrar que é também uma das "menos civilizadas". Ao longo deste "post" isso será esclarecido.

Já tínhamos em mente que ao colocarmos os pés em solo Egípcio, teríamos que nos manter atentos a todos os tipos de "malandragens" dos caçadores de gorjeta. Só não sabíamos que o assédio aconteceria logo no desembarque, antes mesmo de acessar as esteiras de raio-x e passar na imigração. Como éramos um dos poucos turistas fomos alvos fáceis. 
Fomos abordados pelo primeiro homem que já veio colocando a mão em uma das malas para ajudar, dissemos que não precisava. Antess de colocarmos algumas malas na esteira, fomos abordados por um segundo homem, esse agora uniformizado, foi se apresentando como agente de turismo autorizado pelo aeroporto, acabamos parando para escutar sobre os serviços de táxi e passeios que tinha a oferecer. Foi falando e ajudando o meu pai com as malas. Eu, um pouco mais à frente, já estava sendo abordado pelo funcionário do raio-x, que me fez abrir as malas e começou a olhar o que havia entre as roupas. Só parou a vistoria ao ser informado pelo agente de turismo que estávamos com ele - uma máfia só! Dali para frente era assim, se não fosse para perder tempo, "propina" neles. Com segurança digo, no Egito, tudo é na base da gorjeta. Enfim, passado raio-x, detector de metais, revista e imigração, continuamos conduzidos pelo agente de turismo, até um pequeno stand onde nos passou altíssimos preços de passeios pelo Egito. Fechamos com ele apenas o transfer para o hotel, efetuamos o pagamento com ele, tivemos nossas malas levadas por outra pessoa até o estacionamento e lá um terceiro homem repassou o serviço para uma quarta pessoa - o motorista do taxi, ufa! rs. Já cansados, fechamos logo com o motorista a tão esperada ida até as pirâmides de Gizé no dia seguinte pela manhã.

Hotel

Nos hospedamos no Shepheard Hotel & Cassino, localizado na parte central do Cairo, de frente para o Rio Nilo, a poucos metros do Museu do Egito. Talvez nossos descontentamentos com o país se deva por conta disso. Não pelo hotel que é excelente, mas pelo contato constante com os Nativos. Era sair do hotel e ser perturbado por pessoas querendo vender algo ou serviço para turistas. A minha dica seria, ficar em um resort em uma região mais afastada e só sair de lá em passeios fechados com guia turístico.


O Hotel é bem grande, os apartamentos são grandes, com sala, varanda e suítes com banheira sem hidro. Conta com um excelente restaurante no térreo. O café da manhã é pago à parte e muito bem servido com sucos, croissant's, pães, frutas secas e em caldas, geleias e omeletes de diversos sabores que são preparados na hora. 
Já o cassino é um convite à trapaça e dispensa comentários, cassino é cassino em qualquer parte do mundo, mas no Egito...rs

Vista do Rio Nilo da varanda do quarto

Apesar da excelente comida servida, jantar no restaurante do Hotel tornava-se cada vez mais estressante. Todo o restaurante era envidraçado e ocupava uma grande esquina voltada para o caos que é o trânsito no Cairo. Brigas de trânsito (motoristas saindo no soco mesmo), buzinas, motos circulando com 3 ocupantes, carros mudando de mão repentinamente foram algumas da cenas presenciadas. 


Moto com 3 ocupantes sem capacete

Alimentação

Todas as refeições eram feitas no próprio restaurante do hotel por segurança... 

Jantar Hotel

Café da manhã no hotel


...mas resolvi arriscar experimentar uma espécie de milho assado na rua.


Ao comprar água mineral na rua é bom verificar se o lacre está intacto. Consumir água que não seja mineral é extremamente proibido, a não ser que queira adquirir alguma bactéria que estrague toda a sua viagem. 

Armazém de grãos e castanhas


Experimentamos também um camarão empanado em uma lanchonete que vendia diversos frutos do mar fritos à quilo. Todos eram manipulados pelas mãos do atendente sem luvas, os peixes eram lançados da janela da cozinha direto para a expositora do balcão. Foi o melhor camarão empanado que já comemos e não passamos mal.



A comercialização de bebida alcoólica nas ruas é proibida. Pode ser consumida apenas em hotéis e alguns restaurantes. É frequente vermos geladeiras expositoras com belas latas de cerveja - sem álcool, mas com algumas andanças, encontramos um "fora da lei" que vendia a famosa Stella Egípcia. 


É óbvio que iríamos pagar um preço alto, mas o erro foi nosso de não perguntar antes de consumir, pelo menos lembramos de perguntar antes de partir para a próxima. 50 libras egípcias (aprox. R$16,00) cada lata.

 
Museu do Egito


O Museu do Egito é um dos mais importantes e fascinantes do mundo. Está localizado na Praça Tahrir, a maior praça pública do centro do Cairo, quase sempre palco de grandes manifestações. 

Como estávamos hospedados bem próximo ao Museu, e já sabíamos que não é permitido entrar com câmeras fotográficas, aproveitamos o final da tarde, já com o museu fechado,  para tirarmos algumas fotos da fachada sem os visitantes ao fundo.

Ao entrar no pátio do museu nos deparamos com 2 esfinges, uma de cada lado. Ao passar pela porta principal, os visitantes passam por detector de metais e raio x. Câmeras devem ser guardadas em porta volumes, a dica é não levá-las neste dia.


Na parte superior da porta de entrada, está a cabeça da deusa Hathor, uma das mais antigas e famosas deusas egípcias.


  Muitas estátuas estão localizadas ao ar livre no pátio do Museu.






Ao lado do Museu, havia um prédio que nos deixou bastante intrigados. 


A impressão que tivemos, foi que não houve tempo hábil para retirar os carros estacionados. Não consegui descobrir se foi um incêndio criminoso ou alvo de algum protesto!


site: http://www.sca-egypt.org/eng/MUS_Egyptian_Museum.htm 


Rio Nilo

Passear pela avenida beirando o Rio Nilo pode ser bastante agradável, se conseguir não se passar por turista. É um lugar em que turistas se tornam alvos fáceis, evite passear de bermuda, boné, mochila e óculos escuros. Insultos na língua nativa foram facilmente identificados, ao passarmos por alguns grupos que veem o turista como "invasor".
Já havíamos lido em blogs que corresponder a convites de apertos de mão no Cairo, é dar margem para sofrer algum tipo de golpe, nós mesmos fomos abordados diversas vezes, como não correspondemos, não sabemos quais são os golpes aplicados. São comuns também pessoas oferecerem visitas a algumas lojas de papiros (na grande maioria falsos) pela cidade. 

Deixando um pouco de lado os transtornos, diversas embarcações ficam atracadas ao longo da avenida oferecendo shows, jantares e passeios.

Scarabee, embarcação bastante famosa



Detalhe para as crianças nadando nas águas poluídas do Nilo
















 
Fábrica de Papiros

A caminho das pirâmides de Gizé, o taxista fez uma parada "forçada" na fábrica de Papiros, próxima das pirâmides, em nome da comissão que levaria pelas vendas. Na hora ficamos receosos, mas logo nos encantamos com os trabalhos desenvolvidos ali. 


As lojas de papyrus no Egito, possuem no nome a palavra "Museum", mas são apenas lojas que comercializam obras novas à venda. Visitamos a loja "Museum Papyros", fomos atendidos por um funcionário, que ao saber que éramos brasileiros, foi arranhando um espanhol para explicar todo o processo de fabricação dos papiros e as principais diferenças entre o papiro verdadeiro dos falsos, comumente comercializados pelo Egito. 

Processo de fabricação


Os verdadeiros são fabricados com a planta Cyperus Papyrus, super resistentes, podendo durar mais de mil anos, já os falsos, geralmente são fabricados com a fibra da bananeira e são extremamente frágeis. 

Para fabricar as folhas de papiro, é utilizada a parte interna do caule do papiro, cortado em finas tiras que eram posteriormente mergulhadas em água e vinagre por seis dias, depois eram colocadas de forma cruzadas para serem prensadas entre tecidos de algodão. 

Quanto ao preço é comum lermos em blogs que os preços iniciais praticados são super inflacionados como tudo no Egito, e que chegar as lojas por conta própria, pode ser uma alternativa de buscar preços mais atraentes, já que não terão que pagar comissão aos guias e taxistas. Na loja que visitamos, todos os preços estavam fixados em cada obra, as menores custavam em torno de $25 para os artistas que estavam iniciando no ramo. Já os maiores feitos por artistas mais experientes, passavam facilmente dos $200 podendo chegar a $700. Ao fecharmos a compra de algumas unidades, ganhamos descontos e outras obras de menor valor como brinde. 

Pirâmides de Gizé

Se você chegou no Cairo à passeio, com certeza sua maior ansiedade, é a de chegar o quanto antes no platô de Gizé. Nele estão localizadas a Esphinge, as Tumbas e as Pirâmides, com destaque para a Pirâmide de Quéops - mais conhecida como a "Grande Pirâmide", a última das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
 
Imagem por satélite do Google Maps - Platô de Gizé x Subúrbio de Gizé
Muitos se dizem um pouco decepcionados pela proximidade do subúrbio com as Pirâmides. Acho que várias pessoas ainda imaginam que para chegarem até elas, teriam que atravessar alguns quilômetros de deserto em camelos ou charretes.

Chegar até as pirâmides parecia simples. Combinaríamos o passeio com um taxista para nos levar e buscar. Lá compraríamos as entradas para as atrações que quiséssemos. 

As coisas começaram a mudar quando entramos no táxi. A caminho das pirâmides, o motorista fez a primeira parada na Fábrica de Papiros. Após sairmos de lá, o motorista tentou fazer a segunda parada em uma loja que vendia trajes típicos mas não aceitamos a parada e pedimos que nos levasse diretamente para as pirâmides. Não adiantou, fez uma última parada em uma loja que vendia pacotes para os passeios até as pirâmides. Fomos convencidos a descer e conhecer todas as dificuldades impostas pelo funcionário. Nativos "atacando" os turistas por gorjeta, forte sol, grandes distâncias a serem percorridas, filas intermináveis para compra de ingressos,por aí vai. 

Fomos convencidos e contratamos um passeio de $120 USD por 2 horas, incluindo:

- charrete para 2 pessoas;
- água mineral;
- todas as entradas (não precisaríamos lidar com dinheiro para comprá-las);




Apesar dos ingressos terem sido mostrados ainda na agência, todas as entradas de acesso as atrações eram feitas de forma ilegal.
 



O guia acertou o pagamento com os guardas enquanto aguardávamos na charrete.





Pagamento acertado, tivemos que entrar rapidamente para nos misturarmos a todos os outros visitantes que haviam entrado pelo portão principal. A propósito, não recomendo este tipo de transporte, os animais apanham muito, vou fazer o possível para não utilizá-los em outras viagens.








Área próxima a Grande Pirâmide








Pirâmide de Quéops











Pirâmide de Quéfren







Pirâmide de Miquerinos
Esfinge

Esfinge