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quarta-feira, 19 de março de 2014

Gramado e Canela via Rota Romântica

O post que havia escrito sobre visitas passadas à Serra Gaúcha, foi deletado acidentalmente, e graças a leitora Eliane, fui informado que o link apresentava problema.
Resolvi então escrever novamente focando um pouco mais na recente visita realizada em dezembro de 2013.


Geralmente vamos para Gramado pela BR-116 e RS-235 (aproximadamente 100 km), partindo na maioria das vezes de São Leopoldo que com mais outras 13 cidades compõem a chamada "Rota Romântica". O trajeto é realmente bastante agradável, apresenta belas paisagens e conta com excelente estrada (possui pedágio).


São Leopoldo

Cidade berço da colonização alemã no Brasil, oferece excelentes opções gastronômicas e é onde está localizada uma das maiores universidades particulares do Brasil - UNISINOS.

Um dos principais pontos turísticos da cidade é o Santuário Sagrado Coração de Jesus, onde está localizado o túmulo do Padre Reus. 

Igreja Padre Reus - São Leopoldo












Cemitério dos Padres - São Leopoldo

Igreja Padre Reus - São Leopoldo
Romeiros vindos de toda parte do Rio Grande do Sul chegam a Igreja para agradecer as graças alcançadas. Uma forma de agradecimento frequente, é oferecer bancos trabalhados em madeira para a Igreja.

Nova Petrópolis

Apelidada de "Jardim da Serra Gaúcha", a cidade realmente encanta por suas belas flores espalhadas por toda parte. A forte presença da natureza impulsiona o turismo ecológico e de aventura. Inclusive, precisamos dedicar um dia para explorar o ecoturismo em nossa próxima viagem.

Conhecemos muito pouco da cidade. Na última passada por lá (dezembro 2013), resolvemos parar para conhecer a "Praça da República" e seu "Labirinto Verde".


Praça da República enfeitada no Natal
 
Trenó disputadíssimo para fotos



 
Labirinto verde
Labirinto verde  



Gramado

Apesar das atrações ficarem relativamente próximas uma das outras, é imprescindível que se esteja de carro. É possível alugar carro lá mesmo, andar de táxi, fazer tour em ônibus retrô ou limousine. 
Lá, por não possuir semáforo, quando um pedestre pisa na faixa, os carros param, mas fique atento aos motoristas desavisados.
Parquímetros estão espalhados nas principais ruas do centro com valores justos.




O Lago Negro é um dos principais pontos turísticos de Gramado. O lago foi construído logo após um incêndio na década de 40 ter destruído toda a vegetação local. Foram trazidas mudas da Floresta Negra, da Alemanha, por isso o nome Lago Negro. 

Lá possui um bistrô(Parador Lago Negro), banheiro público e "pedalinhos" para locação.


Foto tirada em março de 2011
Foto tirada em maio de 2011

Dependendo da época do ano, pode estar assim...


Foto tirada em março de 2011
 ...ou um pouco mais movimentado! rs

Foto tirada em dezembro 2013







Foto tirada em dezembro 2013





Principal via da cidade, a Av. Borges de Medeiros é super badalada, com diversas opções de compras. É também por onde passam os desfiles de páscoa(Chocofest) ou de natal(Natal Luz).


















Nela está localizado o Palácio dos Festivais, onde acontece o Festival de Cinema de Gramado. 






Do outro lado do Palácio está a famosa Rua Coberta que conta com bons restaurantes.

Foto tirada em fevereiro de 2011
Foto tirada em dezembro 2013



Ainda na Borges, vale visitar a Igreja Matriz de São Pedro que possui estátuas dos apóstolos em seu pátio frontal.


"Grande Árvore" com a Igreja ao fundo

Interior da Igreja












Prefeitura de Gramado localizada na Av. das Hortências 












Tradicional árvore de natal de Gramado - 2010


























O Natal Luz é um evento que acontece em Gramado de novembro a janeiro e traz diversas atrações diárias.  

O "Grande Desfile de Natal" é uma atração bastante emocionante!

Ao término do desfile, a avenida é liberada para os visitantes ao som de músicas de natal e muita espuma que imita neve caindo.


Outra atração do Natal Luz muito bem elaborada é o Nativitaten que acontece no Lago Joaquina Bier. Ela conta o nascimento de Jesus através de luzes, fogos de artifício, águas dançantes, dança e música.

Substituir o almoço por um café colonial é uma excelente opção. Nosso preferido é o da Torre, site: http://www.torrecafecolonial.com.br. 


São diversas opções que podem ser repetidas quantas vezes quiser, além de buffet de tortas. O preço em dezembro de 2013 foi de R$ 50 por pessoa, pagando à vista tem desconto.








Um lugar também muito agradável e diferente para comer é a pizzaria temática que reproduz o interior de um barco pirata. Ela fica na rua Coronel João Corrêa, próxima da Estação Rodoviária de Gramado. 

Interior que reproduz o porão de uma embarcação pirata

Foto tirada em novembro de 2010



Para quem curte carros esportivos, é possível pilotar Ferrari, Lamborghini, Porsche e muito mais, no SUPER CARROS que fica na Av. das Hortênsias, 4.635 (Estrada Gramado/Canela). Os valores são bem altos até mesmo se for apenas um passeio no banco do carona. Agora se você quiser sair com um esportivo de lá ao volante, o preço dobra facilmente, podendo chegar a R$1.000 referente para andar por 15 Km.

confira os valores no site: http://www.supercarros.cc/Valores.aspx?sub=4














Canela

Colada com Gramado, está a cidade de Canela, também repleta de opções gastronômicas e turísticas. O Parque do Caracol é sem dúvida, o maior atrativo de lá. 




Podemos admirar a Cascata do Caracol de seu mirante, elevador panorâmico ou teleférico. A entrada custa R$12 por pessoa.

Para quem tiver disposição, pode encarar os 927 degraus da "Escada da Perna Bamba", escadaria que leva à base da cachoeira. No meu caso, fiz uma vez para nunca mais. 




Vista que temos após a descida






Uma outra visita imperdível é ao Parque da Ferradura que está a uma distância de 6 Km do Parque do Caracol. Para chegar lá, percorremos o chamado Caminho das Graças. São 52 capelinhas com imagens religiosas colocadas por moradores para abençoar canelenses e visitantes. 


Para chegar ao Parque temos que percorrer uma estrada de chão com muitas pedras. Se tiver chovido terá ainda que passar por trechos com muita lama.

O ideal é alugar tratores para chegar ao local. Brincadeira, rs.


Para os que gostam de trilhas, esse é o lugar. Existem dezenas delas.

Formato característico que deu origem ao nome















CONTINUA...

























 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Snowland - Gramado

Há alguns anos que frequentamos Gramado e já escutávamos falar de um projeto bastante ambicioso para o clima do Brasil, a construção do primeiro parque de neve indoor das Américas.

Não podemos comparar com o Ski Dubai por exemplo, que está localizado dentro de um dos maiores shoppings do mundo e possui até sistema de teleféricos, mas posso afirmar que o parque é bastante interessante.

Quando compramos nossas passagens em junho para passarmos Natal e Ano Novo no Rio Grande do Sul, não imaginávamos que seria inaugurado no fim de outubro o parque Snowland. Incluímos de imediato em nosso roteiro um dia inteiro no parque.

Chegados no Rio Grande do Sul, acessamos a internet para adquirirmos os passaportes. Levamos um susto! No dia 21 de dezembro já não havia pacotes para os próximos dias. Decidimos subir a serra no dia 23 de dezembro pela manhã, para tentarmos comprar as entradas diretamente no guichê. 

O Snowland: http://www.snowland.com.br/ , fica localizado na RS235, estrada Nova Petrópolis/Gramado. 



Não percebemos placas indicativas do parque (talvez por distração) e passamos um pouco da entrada do estacionamento (R$ 10,00 valor único por veículo durante todo o dia), localizado do lado direito da pista sentido Gramado. Existe também um estacionamento menor localizado ao lado da entrada do parque que fica do lado esquerdo da pista, não sabemos se esse é gratuito. Fica mais próximo da entrada, não é preciso atravessar a rodovia bastante movimentada na alta temporada, por isso é bastante difícil conseguir uma vaga lá. É comum os carros passarem um pouco das entradas dos estacionamentos e voltarem para acessá-los, presenciamos vários motoristas fazendo isso, reforçando a ideia de que a sinalização não está legal. 



Antes de estacionarmos, perguntamos ao fiscal do parque se ainda existiam entradas disponíveis e ao receber a resposta que esperávamos fomos diretos para o estacionamento.


Nos dirigimos para a fila única da bilheteria, nela percebemos que algumas pessoas já estavam com uma ficha sendo preenchida. Fui no balcão e peguei algumas, nela você informa os seus dados e assina um termo de responsabilidade pelas práticas na neve. Da fila já é possível sentir um vento gelado! Chegando no guichê, fomos informados dos valores e do funcionamento do parque, perguntei se a permanência na montanha de neve pelo período de duas horas e meia continuava valendo conforme informado no site deles e fomos informados que ela não existe mais.
Agora a pessoa pode ficar na parte da montanha de neve o tempo que quiser e aguentar(a maioria não consegue permanecer tanto tempo com a temperatura tão baixa), caso queira voltar para o vilarejo alpino ou restaurantes e posteriormente retornar para a sala da montanha, deverá pagar acesso extra de R$16.

Efetuamos o pagamento de R$79,00 por adulto e R$59 para criança, recebemos uma pulseira de acesso com chip, uma senha para o grupo acessar a montanha de neve quando solicitado pelos telões ou sistema de som e ingressamos na primeira parte do parque.

Ao encostar a pulseira no sensor da primeira catraca, temos acesso à Aldeia de Neve, onde estão localizadas lojas (roupas, joias, chocolates, doces, etc...) ao redor da pista de patinação. É com a pulseira também que são armazenados gastos adicionais que devem ser pagos na saída (aluguel de equipamentos, acessos extras à montanha,etc).

Os preços podem ser comparados aos de uma estação de esqui real, para se ter ideia, um balde de pipoca custa R$18,00.























Para quem gosta de patinar no gelo, tem que dispor de algumas horas na fila (lembrando que estivemos no parque em "altíssima temporada" - 23 de dezembro), nem tentamos. Pelo que observamos, as pessoas ficavam várias horas nas filas e depois tentavam permanecer o máximo que conseguiam, na pista. 

Contornando a pista de patinação, temos acesso ao hall com escada e elevador que nos leva ao segundo piso onde estão localizados 2 restaurantes com grandes janelas de observação para a montanha de neve.


Restaurante com lanches mais rápidos






Restaurante com serviço a la carte, mais sofisticado



É comum as pessoas que optam por não fazer as atividades na neve, ficarem horas observando o que acontece na montanha através das janelas. 
 


Vista da montanha através das janelas do restaurante


O acesso à montanha é liberado a cada grupo de 15 pessoas e após exatamente longas 3 horas, nossa entrada estava liberada. Passamos pela segunda catraca e nos dirigimos aos balcões que fornecia calça, jaqueta, bota, capacete e luva. É obrigatório o uso de meia de algodão que não é fornecida mas que pode ser adquirida na loja ao lado. Alugamos um armário por R$10 e nos dirigimos ao vestiário para nos prepararmos. Uma dica muito importante nessa hora é a seguinte: após colocar as meias, tenha cuidado para não pisar no chão molhado, a não ser que queira ficar com os pés congelados dentro das botas.


A neve fabricada lá é real e de ótima qualidade. Eles conseguiram reproduzir em ambiente fechado todos os fatores necessários para reproduzi-la. 




Para crianças menores de 10 anos, uma opção é descer em pequenas boias por caminhos de neve que descem pelo castelo. 





Entre a cabana de chocolate quente e o castelo, temos acesso ao setor "Glacial" onde existem corredores que mostram algumas espécies que vivem ou viviam no gelo.

















Alguns dos animais são mecatrônicos, se movimentam e reproduzem sons.

Telão que exibe animais nadando em águas geladas













Ao lado direito do castelo, existe uma esteira que leva os praticantes de esqui e snowboard até o topo da montanha. Optamos por não fazê-los, mas se fosse o caso desembolsaríamos mais R$25 apenas pelo equipamento ou R$46 pela aula + equipamento.

No meio existe uma escadaria que nos leva ao fundo castelo, onde pegamos boias maiores para prática de airboarding e subimos a montanha por estreito caminho de neve. 
 
Sem sombra de dúvida é o ponto principal do passeio. As boias pegam uma ótima velocidade e é bastante divertido.



































Mapa do complexo disponível no site oficial